Na Paraíba, Projeto Prato Cheio inova e amplia atendimento para além da vida

João Pessoa — Em mais uma demonstração de eficiência administrativa que desafia as leis da natureza, o Projeto Prato Cheio teria conseguido alcançar um público até então ignorado pelas políticas públicas: os falecidos.

De acordo com informações divulgadas, centenas de pessoas que já haviam partido desta para melhor continuavam aparecendo na lista de beneficiários do programa. Especialistas em burocracia paranormal classificaram o feito como “um avanço sem precedentes na inclusão social interdimensional”.

“O governo sempre fala em não deixar ninguém para trás. Pelo visto, levou a promessa muito a sério”, comentou um analista de planilhas sobrenaturais.

A descoberta gerou intensa movimentação entre cartórios, médiuns e departamentos de tecnologia da informação. Uma força-tarefa foi criada para responder à principal pergunta do caso: quem estava assinando os recebimentos?

Fontes ligadas ao além negaram qualquer irregularidade. “A gente recebe a notícia e já quer culpar os mortos. É sempre assim”, declarou um espírito que pediu anonimato para evitar assédio de caçadores de fantasmas.

Enquanto isso, técnicos tentam entender como nomes de pessoas falecidas permaneceram cadastrados. Entre as hipóteses analisadas estão falhas cadastrais, sistemas desatualizados e a possibilidade de que uma planilha tenha alcançado o estágio máximo de autonomia administrativa.

A repercussão também chegou ao setor cultural. Produtores de cinema já estudam adaptar o episódio para as telas com o título provisório ‘Prato Cheio: A Volta dos Beneficiários’, mais um filme de suspense com muita fome de patrocínios estranhos. Só não contará com patrocínio do Banco Master, porque esse estabelecimento criminal também já é falecido.

 

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