Deputado extremista direitista e vigarista apresenta projeto tornando crime hediondo chamar a pessoa de Mister Rachadinha

Em regime de extrema urgência, afinal, “o país não pode esperar quando o ego de um parlamentar está em jogo”, o deputado federal Deoclécio “Cidadão de Bem” (Partido do Povo de Deus, Pátria e PIX) protocolou nesta manhã o Projeto de Lei nº 171/2026. A proposta é simples, patriótica e visa combater o maior mal que assola a democracia moderna: o apelido “Mister Rachadinha”.

Segundo o texto, usar a alcunha para se referir a qualquer agente público passa a ser classificado como crime hediondo, inafiançável e insuscetível de graça ou anistia, com pena prevista de 12 a 30 anos de reclusão em regime fechado e sem direito a saída temporária no Dia das Mães (a menos que a mãe seja assessora parlamentar).

Na tribuna da Câmara, visivelmente emocionado e segurando uma Bíblia e uma maquininha de cartão, o parlamentar explicou a urgência da medida:

“Senhores deputados, onde vamos parar? O cidadão estuda, se elege, contrata 45 parentes para o gabinete, exige de volta 80% do salário deles em dinheiro vivo como manda a tradição brasileira, e é sumariamente desrespeitado na internet! O termo ‘Mister Rachadinha’ machuca. É uma violência psicológica contra o legislador que acorda às 11h para defender a família, que os algozes chamam de familícia!”

O projeto traz ainda um parágrafo único com qualificadoras para o crime: Agravante de 1/3 da pena: Se o apelido for acompanhado de mímicas simulando o recolhimento de envelopes de dinheiro. Agravante de metade da pena: Se o xingamento ocorrer em postos de gasolina durante o pagamento de combustível em espécie. Pena em dobro: Caso o autor do insulto seja um ex-assessor que resolveu virar testemunha de acusação na Polícia Federal.

A oposição tentou obstruir a votação alegando que o deputado deveria estar focado na reforma tributária ou na saúde pública. Deoclécio, no entanto, rebatia aos gritos de “Comunistas! Invejosos! Querem doutrinar meus assessores a ficarem com o próprio dinheiro!”.

O PL segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o relator, coincidentemente apelidado de “Senador Nota Fria”, já adiantou que dará parecer favorável, propondo uma emenda que também criminaliza o termo “Laranja Parlamentar”.

 

 

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