Justiça decide que chamar um homem de careca é assédio sexual

A Justiça do Reino Unido determinou que chamar um homem de careca em um ambiente de trabalho pode constituir assédio sexual.
O caso envolveu o eletricista Tony Finn, que trabalhou durante mais de 20 anos na empresa Bung Company na cidade de Sheffield, na Inglaterra, até ser demitido em maio do ano passado. Depois de ser demitido, ele processou a empresa alegando, entre outras coisas, que havia sido vítima de assédio sexual de seu supervisor, Jamie King, que o chamou de “otário careca”.
Se antes o apelido “careca” era usado como arma de mesa de bar, agora virou munição jurídica. A decisão da Justiça britânica equiparou a palavra a uma forma de assédio sexual, e o país descobriu que o couro cabeludo masculino pode ser considerado zona erógena — ao menos no campo legal.
O caso levanta questões sérias sobre respeito e linguagem, mas também abre espaço para piadas inevitáveis: será que os barbeiros precisarão de advogados? E os fabricantes de shampoo terão que incluir cláusulas de proteção contra bullying capilar?
Atualmente, o careca mais famoso do Brasil é o Careca do INSS, odiado por dez entre dez aposentados, uma espécie de chefão final” de um videogame burocrático: você passa por mil fases de papelada, filas e senhas, e no fim dá de cara com ele. É quando, ao se aposentar, o beneficiário já faz um empréstimo consignado para o Careca do INSS, antes de receber o primeiro benefício.



