Flávio Bolsonaro vai à Casa Branca e pede a Trump para classificar notícias sobre Banco Master como terrorismo

O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, pré-candidato à Presidência da República, se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante visita realizada na Casa Branca, em Washington.
O pré-candidato da extrema direita foi acompanhado pelo seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo jornalista Paulo Figueiredo, neto do ditador João Figueiredo (1979-1985).
O senador carioca afirmou que, durante a conversa, ele pediu ao mandatário norte-americano que incluísse as notícias do seu envolvimento com o escândalo financeiro do Banco Master na lista dos Estados Unidos de operações de mídia consideradas terroristas.
Segundo fontes próximas à comitiva, Flávio apresentou um dossiê de 847 páginas composto por manchetes, vídeos de TikTok e um PDF intitulado “A Verdade Que Eles Não Querem Que Você Financie”. O material teria sido entregue diretamente a Trump em uma pasta vermelha escrita “TOP SECRET — NÃO MOSTRAR À GLOBO”.
Testemunhas afirmam que o encontro começou tenso quando Trump confundiu o Banco Master com um cartão de crédito premium e perguntou se havia milhas envolvidas. Após breve esclarecimento feito por um assessor usando um quadro branco e três metáforas envolvendo pix, Trump teria compreendido a gravidade da situação.
“Fake news sobre banco são piores que mísseis”, declarou o republicano, enquanto autografava um boné escrito “Make Banking Great Again”. “Hoje atacam um banco, amanhã atacam um resort de golfe. A América conhece esse padrão.”
A proposta apresentada por Flávio inclui a criação de uma força-tarefa internacional para monitorar jornalistas suspeitos de publicar “informações excessivamente verificadas”. O plano prevê ainda sanções contra veículos de imprensa que utilizem expressões como “segundo documentos”, “de acordo com a investigação” ou “procurada, a instituição não respondeu”.
Integrantes do Departamento de Estado relataram surpresa com o pedido. “Achávamos que seria sobre tarifas, defesa ou comércio exterior. Ninguém estava preparado para uma denúncia geopolítica envolvendo um banco, um blog e um fio no X com 72 postagens”, afirmou um diplomata americano sob condição de anonimato e visível cansaço.
Durante coletiva improvisada no jardim da Casa Branca, Flávio afirmou que “a liberdade de expressão precisa ter limites, especialmente quando começa a incomodar pessoas específicas”. Em seguida, acusou setores da imprensa de praticarem “terrorismo reputacional”, “guerrilha bancária” e “cybercomunismo contábil”.
A visita terminou após Trump sugerir uma solução conciliatória: transformar todas as reportagens econômicas em reviews de hamburgueria. “Se a matéria vier com nota de sabor e crocância, ninguém briga”, explicou.
Nos bastidores, assessores brasileiros avaliam a viagem como “extremamente positiva”, especialmente porque ninguém perguntou sobre joias, rachadinhas ou cartões corporativos durante aproximadamente sete minuto


