Bolsonaristas declaram guerra ao 13º salário: “Número comunista infiltrado no contracheque”

Em mais um capítulo da novela política brasileira, um grupo de bolsonaristas anunciou que pretende boicotar o 13º salário. O motivo? O número 13, que para eles não é apenas um algarismo, mas um símbolo maligno, associado ao azar, ao PT e, segundo alguns mais exaltados, até ao “anticristo da contabilidade”.
“Receber o 13º é compactuar com a esquerda”, disse um manifestante, enquanto rasgava o holerite e jurava fidelidade ao 12º salário. Outros mais radicais já defendem a criação de um “14º patriótico”, que seria pago apenas a quem compartilhasse memes em defesa da família tradicional e do uso de cloroquina como bônus natalino.
Economistas, por sua vez, ficaram confusos. “É a primeira vez que vejo alguém querer abrir mão de dinheiro por ideologia numérica”, comentou um especialista, lembrando que o 13º salário foi criado em 1962, muito antes de qualquer associação partidária.
Enquanto isso, trabalhadores comuns observam a cena com espanto. “Se eles não querem, podem depositar o meu também”, ironizou uma funcionária pública, já calculando como gastar o “salário comunista” em presentes de Natal.
No fim das contas, a polêmica parece mais uma tentativa de transformar a matemática em campo de batalha política. “Depois da treta das sandálias de dedo, tudo é possível”, disse o humorista Sérgio Ricardo, autor dessa notícia fake.



