Justiça nega emissora libertária a Bolsonaro por risco de acesso à “rádio livre”
O Procurador Geral da República se manifestou contra o pedido do preso condenado Bolsonaro para ter acesso à Rádio DiarioPB, que produz o podcast Rádio Barata no Ar, ao avaliar que esse programa pode influenciar o encarcerado com ideias de liberdade, já que se trata de uma “rádio livre”
O preso, através dos seus advogados, alegou que só queria ouvir sertanejo com músicas de sofrência de corno. Para o Procurador, “quem procura acha, e com a má influência dessa rádio, há possibilidade dele sintonizar a barata rebeldia e tentar derrubar o regime mais uma vez”. Com isso, o preso ficou sem rádio, sem música, sem barata e com a única opção de ouvir o vizinho de cela cantar Gustavo Lima e Sérgio Reis no banheiro.
Para o radialista Ameba, se liberassem a rádio, o preso poderia virar DJ da rebelião, tocando “Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós” em versão remix. “Sem rádio, ele poderá improvisar uma estação pirata chamada FM Grade de Ferro, com os programas “Bom dia, carcereiro” e “Notícias do pátio”, registrou Ameba.
Para Sérgio Tubarão, comunicador da Rádio DiarioPB, o risco dele sintonizar a temida Rádio Barata no Ar, uma estação que, segundo autoridades, transmite ‘rebeldia em FM’ pode causar mais confusão que um microfone aberto em assembleia de condomínio.
A Procuradoria, no entanto, admite a possibilidade de acesso à Rádio Jovem Pan, desde que restrita ao programa “Pânico”, o único programa de humor fascista do rádio nacional.
“Na prisão, até o rádio é considerado perigoso. Afinal, quem precisa de armas quando se tem um microfone, uma playlist revolucionária, uma barata safada e uma puta disfarçada como Madame Preciosa, arrombando a moral e os bons costumes?”, opinou o locutor Ameba.



