
Em um caso inédito no país, Maria José de Lima entrou com uma ação judicial contra João Bernardo Saraiva, seu namorado de longa data, alegando “excesso de enrolação afetiva”. Segundo a petição, João teria prometido em diversas ocasiões que “ano que vem” faria o pedido oficial — promessa que já venceu mais vezes que leite em caixinha.
Depois de oito anos de namoro, Maria decidiu que já tinha acumulado mais tempo de espera do que fila de banco em dia de pagamento. Sem aliança no dedo e sem paciência no coração, ela resolveu acionar a Justiça contra João, o namorado que parecia confundir relacionamento sério com contrato vitalício de estágio.
Durante a audiência, o juiz questionou o porque dele não pedir a moça em casamento, tendo o noivo alegado que estava esperando o momento perfeito, quando a inflação baixar e ele ter condições de comprar as alianças.
As testemunhas foram chamadas: amigos que já tinham casado, descasado e casado de novo, enquanto João ainda estava na fase do ‘vamos ver’. O advogado de Maria apresentou provas contundentes: fotos de oito réveillons juntos, viagens em família e até a famosa frase de João em 2019: “Ano que vem eu peço.” Spoiler: nunca pediu.
O elemento por apelido Ameba, testemunha de defesa do noivo João, aconselhou o mesmo a enfrentar o processo. “Pelo menos vai responder em liberdade”, raciocinou Ameba.
O processo ganhou repercussão nacional e especialistas em direito afetivo afirmam que este pode abrir precedente para milhares de namorados que vivem em “eterno estágio probatório”. O Ministério da Justiça já estuda criar uma nova categoria jurídica: “Namoro vitalício sem perspectiva de aliança”.
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